Palácio Quitandinha – Petrópolis


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O Palácio Quitandinha em Petrópolis foi construído em 1944 para ser então o maior Hotel Cassino da América Latina. Construído pelo empresário mineiro Joaquim Rolla, que era tido como um próspero empreendedor do ramo hoteleiro e de jogos na decada de 30 e 40. Seu primeiro investimento no ramo foi com a compra e formação do Cassino da Urca no Rio de Janeiro, onde sob a proteção de políticos influentes conseguiu lançar-se ao meio desta indústria que mostrava-se muito lucrativa e que atraia gente de toda parte do Brasil e do exterior.

Situado num terreno de 50mil metros quadrados, a construção é composta de 6 andares que foram luxuosamente decorados na época de sua ianuguração. Conta com 440 apartamentos, 13 salões com pé direito de até 10 metros de altura e uma cúpula no Salão Mauá que era então tida como a segunda maior do mundo, com seus 30 metros de altura e 50 metros de diâmetro. Uma construção de porte imponente que teve detalhes extremamente elaborados, desde a sua concepção até coisas como o lago na fachada do palácio que em formato do mapa do Brasil, que na verdade serviria para fonte de abastecimento de água caso houvesse um incêndio.

Foi palco de estrelas internacionais e nacionais, que desfilaram por seus corredores e brilharma em seus salões como Errol Flynn, Orson

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Welles, Lana Turner, Greta Garbo, Walt Disney, Carmem Miranda e Maurice Chevalier. Além de políticos renomados como Getúlio Vargas e Evita Perón. Foi sob o teto do Palácio Quitandinha que em 1946, foi assinada a declaração de guerra dos países americanos a então Potencia do Eixo, que iria ajudar enfrentar a alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

O Hotel e Cassino mais imponente e maior da América Latina teve seu primeiro passo rumo à decadência em 1946, quando o então presidente Eurico Gaspar Dutra decretou a proibição dos cassinos e jogos de azar no Brasil. Daí em diante, apesar de tentativas de manter o luxuoso hotel, Joaquim Rolla teve que começar vender seus apartamentos numa tentativa de manter ao menos a construção em pé e sob bons cuidados já que o lucro era quase impossível de se avistar durante a ditadura que se instaurava no Brasil.

Hoje o Palácio Quitandinha é parte do SESC que o mantém como clube. Em suas dependências, os luxuosos móveis que haviam já não são mais os mesmos e apartamentos como o de Getúlio Vargas hoje é ocupado por uma família.